sábado, 29 de maio de 2010

A Invenção da Infância


Ser criança não significa ter infância. Uma reflexão sobre o que é ser criança no mundo contemporâneo. 

Prêmios
Melhor Filme - Júri Popular no Festival de Bilbao 2000
Melhor Filme Latino Americano e Caribenho no Festival de Bilbao 2000
Melhor Diretor - 16mm no Festival de Gramado 2000
Melhor Filme no Festival de Gramado 2000
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 2000
Melhor Filme - Júri Popular no Festival de Tiradentes 2000
Melhor Filme Média Metragem no Grande Premio Cinema Brasil 2001
Melhor Curta no Short Shorts International film Festival Tokio 2002
Melhor Diretor no Festival de Cinema do Recife 2001
Melhor Filme no Festival de Cinema do Recife 2001
Melhor Montagem no Festival de Cinema do Recife 2001
Melhor Roteiro no Festival de Cinema do Recife 2001
Melhor Curta no Images du Noveau Monde Quebec 2001
Melhor Filme - Júri Popular no Mostra de 16mm de Itaguatinga 2001 


Festivais
Festival de Curtas de São Paulo 2000

6 comentários:

  1. Um vídeo muito triste embora muito real. Todas as pessoas nascem crianças mas não todas têm infância. Eu acho que a infância não é uma invenção, é um estado natural das crianças. Num mundo justo e coerente, a criança e a infância deveria ser a mesma coisa, ter o mesmo significado. Não deveria ser possível ser a criança sem infância. Por definição, a infância é o período apreciado por as crianças e a obrigação dos adultos é proporcionar e facilitar este direito as crianças. Eu acho que uma criança sem infância nunca será um adulto completo e feliz.
    Todas as crianças têm direito a brincar, a estudar e se relacionar com outras crianças, a ter ilusões, sonhar e imaginar um mundo próprio, de fantasia. Tem que se sentir protegidos, amados e cuidados por os adultos y ter segurança y esperança na vida; nunca tem que trabalhar; trabalhar é uma responsabilidade e uma obrigação dos homens e as mulheres. Para que isso ocorra, tem que viver a infância, um período de ilusão e formação. Um adulto que viveu uma boa infância será um adulto auto-confiante y feliz.
    Eu acho que a infância das crianças atuais, dos países ricos não é realmente uma infância; eles têm responsabilidade demais: muitas atividades depois da escola, muitas obrigações e pouquíssimo tempo para brincar. Alem disso, sua forma de diversão e muito semelhante do que a diversão dos adultos; não brincam como crianças, são como adultos pequenos.
    Como resumo, eu acho que todas as crianças têm direito a viver uma infância e os adultos têm a obrigação de fornecê-la.

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  2. Antigamete as mulheres tinham muitos filhos embora as condições não eram boas, mas por ignorâcia traziam os filhos ao mundo sem ter o que oferece-lhes, dai que as crianças brincavam com o pouco que tinham, que quase sempre eran brinquedos que eles mesmos faziam e o compartilhavam com os irmãos e vezinhos do bairro, a pena é que eles não só brincavam, eles também trabalhavam e iam a escola mas não sempre acabavam os estudios, porque tinham outras preocupações mais importantes.
    A verdade é, que é muito triste ver como eles que deveriam estar pensando só em brincar, disfrutar, sonhar e estudar, estavam pensando em trabalhar para que puderam comer.

    Na minha opinião deveria-se de pensar uma e duas vezes antes de trazê-las ao mundo nessas circuntâncias, não é justo que tenham que passar por coisas tão duras, há que protegê-las e querê-las na sua infância e tentar lhe dar o melhor, sabemos que esta é uma tarefa difícil já que em muitos países, ainda continua-se vendo isto e acho que continuará, sobre tudo em aqueles lugares pobres e corruptos onde a educação e as crianças não importam ao governo.

    Atualmente em alguns países da Europa o problema é outro (o contrario), o primeiro é que as mulheres têm poucos filhos e algunas nem isso, então quando por fim decidem tê-los, acontece que os pais não tem tempo para vê-los nem disfrutá-los, por causa do trabalho, aquí na Espanha eu sempre disse: “que as crianças têm um relógio pendurado no pescoço” embora isso não seja um problema, também não é bem assim ¿¿não?? há que relaxar um pouco com os horarios e deixá-los disfrutar da nossa companhia e dos jogos, sem pressas por favor!!

    Ás crianzas são crianças e por isso não temos que preocupá-las com coisas de adultos, elas têm que ter uma boa infância e nós temos que tentar que seja assim.

    Concordo com a frase que diz: “que ser crianças nem sempre significa ter infâcia” embora não sempre seja assim a Deus graça!!!

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  3. A INVENÇÃO DA INFÂNCIA


    Em simples palavras, me partiu o coração este vídeo, que foi feito com a intenção de que tomemos consciência sobre a importância de proteger às crianças.
    Ver as diferentes realidades que há entre as classes sociais, onde uma pequena parte das crianças tem a oportunidade de poder fazer as coisas que elas gostam que as preparam para um futuro, outra grande parte não tem as mesmas oportunidades, acho isto ruim.
    Quando alguém assiste um documentário tão duro como esse, deveria perguntar-se, o que fazer para mudar tudo isso?
    Já sabemos que há muitas propostas e projetos para melhorar a qualidade de vida das crianças, mas até agora não são suficientes.
    É melhor olhar para outro lado e fingir que isso não está acontecendo?
    Qual será o caminho que estas crianças escolherão no futuro, se não têm grandes expectativas de progredir?
    Eu sempre ouvi dizer que as crianças são o futuro de nossa nação, então eu me pergunto, qual será nosso futuro se não podemos construir uma nação forte, sem ter tido uma base firme?.
    Se uma pessoa não tem as oportunidades de se desenvolver, de estudar, de ter uma profissão, de poder ter um trabalho e a posibilidade de sair da pobreza qual será também o futuro do seus filhos?
    Como é possível que a dor e o sofrimento por causa de doenças que já foram erradicadas nos países desenvolvidos ainda continuem matando vidas inocentes?
    Os governos deveriam dar assistência médica gratuíta as crianças, vacinas, educação, leis de proteção.
    Concordo que as crianças tenham responsabilidades,próprias da sua idade, como por exemplo estudar, elas tem que se preparar para o futuro, e não deveriam trabalhar de jeito nenhum, é um direito e nossa obrigação assegurá-lo

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  4. Nossa, fiquei sem palavras. É um documentário realmente comovedor. Eis a minha opinião sobre a situação destacada no vídeo.

    Em primeiro lugar, fiquei horrorizado ao saber que tantas crianças morrem por causa de doenças curáveis. Acho imprescindível o governo criar um programa de vacinação contra as principais doenças. Talvez já exista um programa deste tipo, mas tendo visto este vídeo, é obvio que não é abrangente. É importantíssimo as vacinas chegarem a todo o povo brasileiro.

    Além disso, acredito que as mães que apareçam do vídeo deveriam ter pensado melhor antes de ter tantos filhos. Sei que é fácil eu dizer isso, por nunca ter estado na situação delas. No entanto, como elas provavelmente passaram a sua “infância” dando duro, acho que deveriam ter sabido que os seus filhos iam enfrentar um destino semelhante.
    Adicionalmente, é importante o governo policiar melhor o trabalho infantil. Foi difícil ver as péssimas condições nas quais eles trabalham para poder sobreviver. No caso do menino que trabalha na plantação de sisal, a cara dele parece a de uma pessoa idosa que trabalhou a vida toda. Parece ser um círculo vicioso; as crianças pobres não são escolarizadas e assim não podem sair dessa vida. A falta de escolarização dificulta-lhes arranjar trabalhos melhor pagos no futuro.

    O mais difícil do vídeo foi ver a diferença enorme que há entre as classes sociais no Brasil. Os pobres levam mesmo uma vida de adulto, enquanto os mais ricos se estressam com os horários de atividades extracurriculares.

    Por último, acho que seria interessante saber como é a vida deles hoje. Fiquei com curiosidade de saber se os pobres conseguiram sair do círculo vicioso e o que acabaram fazendo as crianças ricas.

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  5. Achei a curta realmente emocionante. Desde o meu ponto de vista, a história, a fotografia, a música… é realmente um filme muito bom. É um filme que bate no coração.

    Eu penso que é preciso assistir a um filme como este com certa frecuência. Normalmente, nós contemplamos esta realidade desde casa, porque temos casa, desde um sofá, sentados comfortavelmente o que já diz muito da dificuldade que nós, pessoas privilegiadas, temos para entender a situação real. O que acho fundamental é refletir sobre as imagens, ter bem certo que não é ficção, é realidade, e desde esse ponto de partida, pensar na sorte que tivemos de nascer num lugar, numa família… sobre o injusto da vida… e tentar tornar todos os pensamentos em ações para melhorar a vida dos mais desfavorecidos dentro das nossas possibilidades.

    O que mais me impactou foi a grande diferença entre as crianças ricas e as pobres, aquelas que tem que trabalhar desde bem pequenininhas e essas outras que tem tempo para aprender, para aproveitar da vida. Os rostos são tão diferentes, dizem tanto da vida delas… o jeito de falar, o olhar, o tom de voz sem força, sem energia nos meninos que vivem na pobreza…

    De outro lado, fiquei muito chocada com a naturalidade com que as mães que aparecem no video falam dos seus filhos mortos. É incrivél. Para elas é algo de natural, porém na minha realidade sempre se fala que “uma mãe jamais está preparada para superar a morte de um filho, que é uma coisa da natureza, que é imposivél”.

    Em termos gerais, achei muito interessante refletir sobre a infância. Gostaria de viver em um mundo ideal onde toda criança tivesse uma infância. O contrário não é justo. Pelo menos quando crianças deveriamos ter o direito de ser felizes, pelo menos quando crianças deveriamos ter o direito de ser crianças.

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